Nas Mãos de Deus

Ev. Rodrigo Gonçalez

“Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei; o Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor! Em tudo isto Jó não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma” (Jó 1:21,22).

Muitas são as aflições dos filhos de Deus, enquanto peregrinos e forasteiros neste mundo tenebroso. Apesar da nossa constante tentativa de fugas dos diversos sofrimentos, quando menos esperamos, somos assolados por algum motivo: enfermidades, crises, injustiças, disputas, fracassos e quedas. Apesar de todas essas dificuldades, os filhos de Deus, em toda e qualquer circunstância, esperam pacientemente no favor do seu Deus que é Pai justo e misericordioso.

Neste episódio da incrível história de Jó, “homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal” (Jó 1:1), vemos que todas as intenções do diabo contra a vida dos santos de Deus são para o aperfeiçoamento de fé destes, ainda que por meio de duros açoites; e também para a vergonha e derrota de todos os inimigos de Deus. É fato que “o diabo é o diabo de Deus”, como afirmou Martinho Lutero. Ou seja, ele só pode agir até onde o próprio Deus determinar. O nosso inimigo é poderoso e forte, sim. Não podemos ser negligentes com relação a isso. Não podemos ser tolos e pensar que podemos vencê-lo e a seus demônios, na força do nosso braço ou na nossa frágil espiritualidade.

Antes, devemos seguir os sábios e santos conselhos da Bíblia: “Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tiago 4:7). Se desejamos estar seguros, que estejamos sujeitos ao Deus Pai e sua soberana vontade. Conforme escreveu João Calvino, Deus usa “os espinhos de Satanás como nosso remédio”. Porém, com relação aos incrédulos, Deus usa-os como instrumentos de punição e justo juízo. Ainda que os santos sejam disciplinados de diversas formas, inclusive sob a ação de Satanás, isso ocorre para o seu próprio bem, crescimento, maturidade e para o louvor da glória de Deus em suas vidas.

Assim, não precisamos temer o diabo e suas ações, uma vez que estamos nas mãos de Deus, e não nas mãos do diabo. Não somos reféns das circunstâncias que nos cercam. Não há o que temer, se confessamos a Jesus Cristo como nosso único e suficiente Senhor e Salvador. Estar nas mãos de Deus é repousar em sua soberana providência; é estar ciente de que somos alvos de seus eternos cuidados amorosos e neles, dessa forma, descansar – definitivamente.

 

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